sábado, 29 de novembro de 2008





Hoje o silêncio faz-me assim,

Como se de vida em mim

Apenas as horas de ti.

Tenho os olhos cansados


De te pensar com palavra

Que se conjugam nos tempos verbais

Do abismo da razão.

Já me permitira a tanto assim,

Mas nunca a noite se calara

Ao conselho simples do esquecimento

Sempre cálice dos meus tormentos.

Fomos da cor dos sentidos,

Agora sou da força de um sentimento

Que me anula convicção séria

De não sermos mais que apenas Assim,

na distância que nos oferecem

As horas após as nossas,

De ímpetos envaidecidos pelo desencontro

Em que nos temos.

Porque a tua distância

Nem o sal da nossa pertença tardia faz esquecer,

E permanecerei tua até que o perfume se apague

Das palavras que ousaste.




Sem comentários: